11ª Região Tradicionalista

11ª Região Tradicionalista

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Dia 5 de Setembro - Dia do Jovem Tradicionalista

 
 
Dia dedicado à todos os jovens que de alguma forma primam pela manutenção de nossas tradições, jovens que muitas vezes abdicam de compromissos pessoais, estudantis em prol do culto de nossos mais autênticos valores.
A data, 5 de Setembro, relembra o primeiro passo dado à 65 anos atrás, por oito jovens, que contrariando as tendências da época, retiraram uma centelha do fogo da pátria, criando a "Chama Crioula", sem imaginar o efeito futuro de tal feito.
 
Hoje, vivenciando a semana da pátria e o mês dos gaúchos, parabenizamos à todos os jovens que representaram o passado, que hoje atuam, e os que virão a erguer o futuro de nosso movimento, vocês são a fonte de energia capaz de manter vivo todo o amor às tradições gaúchas!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Dia 22 de Agosto - Dia Internacional do Folclore

 
O interesse pelo folclore nasceu entre o fim do século XVIII e o início do século XIX, quando estudiosos como os Irmãos Grimm e Herder iniciaram pesquisas sobre a poesia tradicional na Alemanha e "descobriu-se" a cultura popular como oposta à cultura erudita cultivada pelas elites e pelas instituições oficiais. Logo esse interesse se espalhou por outros países e se ampliou para o estudo de outras formas literárias, músicas, práticas religiosas e outros fatos chamados na época de "antiguidades populares". Neste início de sistematização os pesquisadores procuravam abordar a cultura popular através de métodos aplicados ao estudo da cultura erudita.
O termo folclore (folklore) é um neologismo que foi criado em 1846 pelo arqueólogo Ambrose Merton - pseudônimo de William John Thoms - e usado em uma carta endereçada à revista The Athenaeum, de Londres, onde os vocábulos da língua inglesa folk e lore (povo e saber) foram unidos, passando a ter o significado de saber tradicional de um povo. Na carta, ele pedia apoio para o levantamento de informações sobre tradições e lendas daquele país. O documento foi publicado no dia 22 de agosto e, por isso, a data foi escolhida como o Dia Mundial do Folclore. Esse termo (folclore) passou a ser utilizado então para se referir às tradições, costumes e superstições das classes populares. Posteriormente, o termo passou a designar toda a cultura nascida principalmente nessas classes, dando ao folclore o status de história não escrita de um povo. Mesmo que o avanço da ciência e da tecnologia tenha levado ao descrédito muitas dessas tradições populares, a influência do pensamento positivista do século XIX contribuiu para dignificá-las, entendendo-as como elos em uma cadeia ininterrupta de saberes que deveria ser compreendida para se entender a sociedade moderna. Assim, com a conscientização de que a cultura popular poderia desaparecer devido ao novo modo de vida urbano, seu estudo se generalizou, ao mesmo tempo em que ela passou a ser usada como elemento principal em obras artísticas, despertando o sentimento nacionalista dos povos.
 
Depois de iniciar e frutificar na Europa, o estudo do folclore se estendeu ao Novo Mundo, chegando ao Brasil na segunda metade do século XIX através dos precursores Celso de Magalhães e Sílvio Romero, e aos Estados Unidos, onde William Wells Newell, Mark Twain, Rutherford Hayes e um grupo de outros eruditos e interessados fundaram em 1888 a American Folklore Society, que de imediato iniciou a publicação de um jornal que continua em atividade até hoje, o Journal of American Folklore. A contribuição dos folcloristas norte-americanos foi especialmente importante porque desde logo suas pesquisas foram apoiadas pelas universidades e adquiriram autonomia, definindo novas fronteiras metodológicas e lançando as bases para a fundação do folclorismo como uma nova especialidade científica, paralela à Antropologia.
 
Em síntese, o folclore é o conjunto das tradições e de um povo, expressas nas suas lendas, crenças, canções e costumes. Mas o folclore é bem mais do que isso, constituindo-se na riqueza cultural da humanidade.

É através do folclore que se estabelecem as relações de identidades regionais. No nosso Estado, no Brasil e no mundo as tradições folclóricas reforçam os traços culturais de cada região.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Gestão 2012/2013

Nos dias 10 e 11, o CTG Sentinela da Serra, através do Departamento Cultural, promoveu o Concurso Interno de Prendas e Peões, responsável por compor a Gestão 2012/2013 que representará a entidade em eventos de cunho tradicionalista na 11ª Região Tradicionalista e no estado do Rio Grande do Sul.
Integrantes Gestão 2011/2012 e concorrentes

O concurso teve início na sexta-feira, dia 10, através da abertura solene, que contou com a presença do Patrão Elmídio Lopes, Capataz Gilmar Barili, integrantes da Patronagem 2012-2014, pais e tradicionalistas.



Após a abertura, ocorreu a despedida da Gestão 2011/2012, onde os integrantes se pronunciaram destacando a importância de participarem da Gestão, posteriormente houve a execução da prova escrita.
No sábado, 11, pela manhã ocorreram as provas artísticas, e na parte da tarde mostra folclórica das prendas e provas campeiras dos peões.
Os candidatos foram avaliados por integrantes do CTG Sopro do Minuano, da cidade de Monte Belo do Sul.


O resultado foi divulgado no Costelão em homenagem aos pais, que aconteceu no domingo, 12.

Prendinha Bonequinha - Kanandra Nunes


Prendinhas Dente De Leite - Alana Misturini e Laura Ferranti

Piá Farroupilha - Éric da Silva Castro

1ª Prenda Mirim - Milena Boaretto Guadagnin

Guri Farroupilha - Pietro Michelon Barili

3ª Prenda Juvenil - Victória Lopes Neis

2ª Prenda Juvenil - Tainara Correa

1ª Prenda Juvenil - Giovana Danieli Flores

Peão Farroupilha - Fabrício Erthal


1ª Prenda - Daniela Sabrina de Quadros da Silva





quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Luto no Tradicionalismo Garibaldense

As partidas nem sempre vem anunciadas, e mais uma vez o destino nos deixa tristes. Na tarde de ontem, dia 14 de Agosto, perdemos um de nossos sócios fundadores, mais um de nossos grandes amigos que continua sua jornada junto ao Patrão Celeste.

 "Dai-me uma cavalaria gaúcha que conquistarei o mundo!" com esta citação de Giuseppe Garibaldi, seguidamente entoada pela voz que se calou na tarde de ontem, afirmamos que o senhor, Seu Antoninho, conquistou muito mais do que o mundo.
Com o coração enlutado nos despedimos deste amigo, Antônio Cisilotto, presença ilustre em Desfiles Cívicos, Semanas Farroupilhas e Cavalgadas de 20 de Setembro, companheiro tradicionalista e integrante do Conselho Deliberativo - Patronagem 2012/2014.

Ficam em nossos recuerdos as palavras ditas sempre em boa hora, a postura de um exímio gaúcho, os causos, as conversas, as memórias partilhadas, e o grande exemplo deixado.
Sabemos que logo nos encontraremos, e o senhor estará nos aguardando de mate cevado para uma longa prosa. Deixamos aqui registrado também, nossas condolências à família.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Concurso interno de Prendas e Peões - Gestão 2012/2013

Com a chegada do outono, é chegado também a época de mudanças, Abril e Maio e seus concursos estaduais, Junho, e os regionais, e no frio do inverno serrano, no mês de Agosto, o CTG Sentinela da Serra sedia seu concurso interno.

Treze jovens encerram suas jornadas como representantes da entidade. Durante um ano adquiriram conhecimento, criaram laços de amizade, e representaram honrosamente nosso CTG em eventos e atividades de cunho tradicionalista na 11ª Região Tradicionalista bem como no estado do Rio Grande do Sul.

Com o intuito de que essa chama de amor às nossas tradições permaneça viva, estendemos o convite para que outros jovens possam fazer parte dessa história, as inscrições para o Concurso Interno do CTG Sentinela da Serra encontram-se em aberto, se estendendo até o próximo final de semana, onde no domingo dia 15 às 14 horas haverá em nosso galpão uma  roda de mate para que as dúvidas em referência ao concurso sejam esclarecidas.

Serão Prendas nas categorias Adulta, Juvenil, Mirim, Dente-de-leite, Bonequinha, Peões, Guris, Piás, Piazitos que darão continuidade aos nossos ideais.

Maiores informações, e inscrições com a capataz cultural Angélica pelo fone 9981-6406.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Festa Julina

As Festas Juninas, introduzidas pelos imigrantes portugueses tiveram grande aceitação em todo o território brasileiro, adquiriram peculiaridades regionais, e integram até os dias de hoje os calendários de eventos no mês de Junho.
Celebramos Santo Antônio, São João, São Paulo e São Pedro no mês citado, inicialmente as festas detinham caráter religioso, hoje em dia, adquiriram uma conotação mais festiva, com predomínio absoluto das manifestações lúdicas: brincadeiras, comidas, bebidas, música e uso de roupas típicas regionais. O costume das fogueiras está sempre presente.
No estado, realizamos as festividades com as características de nossa bela e vasta cultura regional, com nossos pratos típicos, chimarrão, nossas músicas e brincadeiras.
Com o intuito de preservar nossa cultura, e integrar sócios e comunidade garibaldense em geral, o Departamento Artístico do Centro de Tradições Gaúchas Sentinela da Serra, convida todos para participarem da Festa Julina, que irá ocorrer no próximo sábado, dia 7 de Julho, com local o Galpão da entidade.
Com o apoio da Patronagem e do Departamento Cultural, preparam uma noite cheia de alegria, diversão, e é claro, prometem calor fornecido pela fogueira, e pelo aconchego da cultura gaúcha.



Tchêsperamos no CTG Sentinela da Serra, estendendo um mate, e proporcionando momentos de descontração para toda a família.

Entrada franca, início 19 horas.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Festas Juninas no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul as festas de junho estão ligadas ao solstício de inverno e são quatro, os santos do mês: Santo Antonio (13), São João (24) e São Pedro e São Paulo (29).
São festas importantes no calendário gaúcho e sua alegria não tira a seriedade das comemorações. O que se deve impedir - e o tradicionalismo está vencendo esta batalha - é a aparição de festas caipiras, que de caipiras não tem nada e visam colocar em ridículo um tipo humano de cultura tão importante como o gaúcho, que já mereceu estudos sérios de homens como Mário de Andrade, Amadeu Amaral e Alceu Maynard Araújo.
E se dizer que houve um tempo em que sociedades importantes e escolas sérias realizavam até os famigerados "casamentos na roça" em nosso estado!
As verdadeiras festas juninas do Rio Grande do Sul são as seguintes:

Santo Antônio

Comemora-se a 13 de junho e, em certos municípios - como Mostardas e Tavares - manifestam-se os Ternos, hoje com menor intensidade. Embora esses cantores ambulantes lembrem os clássicos Ternos de Reis, os versos que cantam deixam bem claro o santo que evocam.
O normal é fazer a festa de Santo Antonio no dia que lhe é consagrado no calendário gregoriano, acendendo a fogueira no entardecer do dia 13 e, a partir daí, realizando as costumeiras provas de amor, jogo de prendas e salto sobre as brasas. Ultimamente, porém, está se verificando a tendência de se comemorar o dia de Santo Antonio no Dia dos Namorados (12 de junho), de inspiração comercial.

São João

É a festa junina mais popular do estado, com os gaúchos acendendo fogueiras em incontáveis municípios. Ocorre, porém, frequentemente um erro: as fogueiras são acesas na véspera de São João e não, como deveria ser, à tarde do dia 24 de junho.
A roupa adequada para essa ocasião é a gauchesca de festa. A comida é a galinha frita, assada ou com arroz, a batata-doce, o pinhão (preparado de várias maneiras), o amendoim, a pipoca, a cangica, os doces campeiros. Assar churraso, ainda mais nas brasas da fogueira, seria um desrespeito ao santo. Bebe-se cachaça, quentão, jacuba ou capilé.
Conta-se que na antiga Judéia as primas Isabel e Maria estavam grávidas e moravam em casas distantes. A primeira que ganhasse bebê deveria anunciar a boa nova à outra, acendendo uma fogueira na frente da própria casa. Santa Isabel ganhou o filho, São João Batista, primeiro e cumpriu o prometido e até hoje os gaúchos acendem fogueiras, anunciando a vinda do santo.
Tem-se, porém que "acordar" São João, por que à noite, é claro, ele dorme no céu. Por isso explodem foguetes e bombas. O secular costume de soltar balões está em desuso, no estado.
São João também tem seu terno, com versos próprios.
Em São Borja, no RS, realiza-se anualmente a festa de São Joãozinho Batista, quando,a baixo de cantos religiosos próprios, a imagem do santinho é retirada da casa da festeira e vai, em andor, até a Fonte de São João, distante várias quadras. À passagem da procissão o pátio das casas nas ruas percorridas vão se iluminando com a inflamação de fogueiras, enquanto a paizada vai soltando bombas e foguetes. Chegando à fonte, a imagem é passeada nos ombos de um devoto (sempre o mesmo) sem se molhar. Depois, todos voltam sem grandes formalidades à casa da festeira, onde se realiza um baile animado a gaita, violão e pandeiro, com comes e bebes. No outro dia, à tarde (aí sim, dia de São João), é realizada uma Mesa de Inocentes, farte e à vontade, para a gurizada do bairro.
Em muitos lugares, porém, como em São Borja e no interior de Sobradinho, ocorre o interessante fenômeno de "caminhar sobre as brasas", de pés descalços. É verdadeiramente impressionante.
Na festa de São João em várias cidades, quando realizada pelo padre, acontecem os tradicionais "leilões" (galinha, leitão), "pescaria", etc. Quando a festa é espontânea, ocorrem jogos de prenda, baile e provas de amor e saúde, algumas destas à meia-noite em ponto.

São Pedro

O santo guardião das chaves, porteiro do céu, é o padroeiro do Rio Grande do Sul. A Estância da Poesia Crioula, academia de letras do gauchismo, realiza todos os dias 29 de junho a festa máxima. Hoje quase não se acendem as fogueiras de São Pedro e raramente aparece o Terno deste santo.

As fogueiras

As fogueiras juninas merecem uma consideração à parte. A de Santo Antonio é quadrada. A de São João, redonda. A de Sâo Pedro, triangular.
O festeiro escolhido para comandar os festejos de qualquer um dos santos de junho deve escolher um bom Capitão de Mastro e um bom Alferes de bandeira, os quais organizarão a fogueira, tratarão da implantação do mastro para a bandeira e mandarão confeccionar (onde ainda não existir) a própria bandeira. É adequado, também, fincar-se um pau-de-sebo no local da festa, para diversão do piazedo. A fogueira centraliza a festa. Mesmo depois de extinta, os namorados, de mãos dadas, ainda pulam por cima de suas brasas.
Assim são - e assim tem que continuar comemoradas no Rio Grande do Sul as festas dos santos de junho, as festas juninas.


Fonte: "Curso de Tradicionalismo Gaúcho", de Antonio Augusto Fagundes.